Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2018

O espetáculo do inconcebível

O 29º Festival de Dança de Cascavel se aproxima, e para dar as boas vindas ao evento, a Cia de Dança Deborah Colker esteve na cidade para apresentar o espetáculo Cão Sem Plumas , a décima obra da companhia. Com reconhecimento nacional e internacional, o espetáculo conquistou o prêmio Benois de La Danse, considerado o Oscar da dança, e na trajetória de 24 anos não faltam reconhecimentos: em 2001 recebeu o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no mundo). Em 2009, a coreógrafa foi a primeira mulher a ocupar o comando da Cia de circo mais respeitada do planeta, o Cirque Du Soleil, onde criou o espetáculo “ Ovo”, cujo significado é a continuação da vida, o enigma, o amor, o que a gente não sabe, o que está por vir. Em 2016, foi a diretora de Movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Na nova peça, Cão Sem Plumas, os bailarinos imitam caranguejos, movimentos que remetem à ideia do andar...

Um desafio diário

Basta dirigir por meia hora pelas ruas da cidade, que você percebe inúmeras infrações. Pessoas ultrapassando o sinal vermelho, faixa de pedestre que não é respeitada, ultrapassagens perigosas, dirigir falando ao celular, pisca alerta então, é algo desconhecido pelos motoristas. Outra questão, é o fato dos motoristas que não respeitam os motociclistas, parece que este veículo é invisível aos olhos da maioria. Segundo o Departamento de Trânsito do Estado (Detran), no Paraná, são registrados três acidentes a cada hora, envolvendo motos. Em todo Brasil, os usuários de 2 rodas são considerados um grupo de risco. O Detran estima que cerca de 500 motociclistas morrem e 20 mil ficam feridos, alguns deles com sequelas permanentes, sendo a maioria, jovens de 18 a 34 anos. Falta disciplina, empatia e respeito. As campanhas de conscientização como “Maio Amarelo” por exemplo, tem sido um grande incentivo e alerta para um trânsito mais seguro. É preciso acreditar na mudança, mas antes disso é nece...

Até quando?

Os noticiários midiáticos sobre violência contra mulher são assustadores. No Paraná, segundo dados da Polícia Militar, a cada 24 minutos uma mulher é vítima de violência, o estado ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de homicídios contra mulheres. Um vergonha, um descaso que assola nossa sociedade, causando uma revolta por parte daqueles que lutam diariamente por esta causa incompreendida pela grande maioria das pessoas. Esses números são somente dos casos denunciados que chegam até à delegacia, mas lamentavelmente há muito sofrimento oculto. Relacionamentos abusivos por exemplo, são casos que não são denunciados. Uma pesquisa realizada pela ONU aponta que 60% das mulheres sofre com relacionamento abusivo. Imagina se essa parcela denunciasse? Nós chegaríamos a um número absurdo de quase 100% de mulheres que sofrem com algum tipo de abuso. Portanto, a luta não é desconexa, é necessária e é de todos. A sociedade precisa se curar do machismo que está imbuído em seus conceitos, no ...

Um ato inconcebível

Segurança é um assunto muito delicado para se tratar no Brasil, somos um povo que vive com medo. Temos receio de sermos assaltados, de sofrer violência sexual, e até mesmo de ficar doentes, por ter a certeza que além da falta de segurança, a saúde é precária, o que nos deixa à mercê da própria sorte. A polícia é um órgão que cuida da integridade e bem-estar da sociedade, sendo assim, deveria zelar primordialmente pelo respeito, e isso, infelizmente não é o que acontece. Claro que não estou generalizando, mas o fato que ocorreu na Bahia, onde um policial agride com socos no rosto e arrasta um mulher pelos cabelos, é inconcebível! Nada, justifica a violência, principalmente quando se trata de um agente de segurança pública. Esse episódio só revela o total despreparo das nossas corporações, a falta de investimento do poder público em cursos de aperfeiçoamento, gerenciamento de crise, e assim por diante. No calor de uma discussão, os ânimos ficam exaltados, mas não podemos enxergar essa ...

Marcas para toda vida

Para mim, não existe algo mais doloroso do que ler notícias sobre abuso sexual infantil. Este assunto desperta o pior em mim, sentimentos como raiva, ódio, desprezo, vontade de fazer justiça com as próprias mãos, uma mistura que por vezes me faz perder a razão. Infelizmente, acontece em todos os lugares, grandes centros e cidades do interior. Assim como ocorreu em Cascavel o estupro de um menino de apenas 8 anos, no banheiro da escola onde estuda, durante o horário de aula. É inaceitável, saber que nossas crianças estão expostas a esse tipo de ato cruel, e mais terrível ainda, é considerar que o abusador terá todo o apoio necessário para se restabelecer do “trauma” de forma segura, não afetando seu psicológico, levando em consideração que o menor, tem apenas 13 anos, e neste caso, seu crime, na verdade, passa a ser uma contravenção penal. Aí eu te pergunto: e quanto à criança? Não vi ninguém se compadecendo com a situação dela. De quem é a culpa? A mídia estava fervorosa à procura de...

Dois pesos e duas medidas

Com 64 votos a favor e 4 contrários, a assembleia aprova aumento do teto para servidores da cidade de São Paulo, de 21 para 30 mil por mês. Este aumento custará R$909 milhões num período de 4 anos. Segundo os parlamentares, o objetivo é fortalecer a carreira dos servidores. Com essa desculpa, eles acreditam que o impacto no orçamento, é um "benefício” que será revertido para o estado, ao impedir a evasão dos bons profissionais por falta de valorização salarial. Parece pegadinha não é mesmo? Mas, não é! Essa é a realidade da política no país, enquanto o salário mínimo de R$ 954,00, é considerado extraordinário e totalmente plausível para os gastos mensais de uma família, o teto dos deputados, governadores, senadores e afins não tem limite. Ninguém se importa com o rombo nos cofres públicos, já sabem exatamente de quem tirar o dinheiro para cobrir essas despesas, ou seja, dos impostos que você cidadão paga incansavelmente. Os direitos e benefícios do trabalhador são arrancados sem...

Jornal Unifatos 2ª Edição/2018- Cultura

Unifatos é um jornal laboratório do Centro Universitário Univel, produzido pelos alunos do 5º semestre de Jornalismo. A turma deste ano (2018) optou por produzir um jornal segmentado. Trazendo como tema para a segunda edição: Cultura.  No jornal, você encontra reportagens sobre: música, eventos, dança, arte, e muito mais. A minha matéria fala sobre a Praça Itália e o escultor Dirceu Rosa. A versão impressa saiu do forno no último dia 14/06. Confere aí. Abaixo, o arquivo em PDF. Unifatos 2ª Edição Maior monumento esculpido pelo artista Dirce Rosa, A padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Foto: Mariza Mattos Algumas obras de Dirceu Rosa, expostas em sua residência. Foto: Mariza Mattos Ciprestes plantados para a arborização da Praça Itália. Foto: Mariza Mattos Fusos de tecelagem que compõem o cenário da Praça Itália. Foto: Mariza Mattos

Editorial: A desordem do eleitorado para 2018

Uma política pautada em “achismos”. É nesse contexto que ocorre a disputa das eleições 2018, uma batalha entre egos e paixões. As informações atualizadas de minuto a minuto, confundem mais do que informam, inúmeros canais de mídia, compartilhando o que lhe é conveniente e o povo à mercê dessas ‘estórias’ mal contadas. Posturas baseadas nesse âmbito são perigosas para a democracia. Há muito mais pessoas interessadas em fazer "barulho", do que discutir a respeito de uma solução para equalizar o sistema. O que se vê é um "emaranhado" de argumentos rasos, pautados no senso comum e na idolatria de um partido ou de um personagem popular. O conjunto entre, informações que chegam a todo o momento, a velocidade com que é publicada e compartilhada e o grande número de usuários que fazem parte do ciberespaço, são elementos ideais para uma manipulação em massa. O brasileiro tende sempre a acreditar no que é divulgado massivamente. Basta observar a série de compartilhamen...

Relacionamento abusivo existe SIM!

         Malu é uma jovem, no auge dos seus 17 anos, cheia de sonhos e fantasias. Uma menina que cresceu sob o discurso de que “mulher nunca vai se governar”. Enquanto morar com os pais, deve obediência a eles, quando se casar, deve obedecer o marido. Estava predestinada a ter o mesmo tipo de relacionamento abusivo que o restante da família sofreu. Entre os 17 e 18 anos, Malu conheceu um rapaz, um pouco mais velho do que ela e começaram a namorar. Pressionada pela família a assumir esse relacionamento, os dois jovens resolveram se casar. Ela queria apenas fugir da pressão dos pais, ele nem sabia o que queria da vida. Mal sabia Malu, que sairia do comando dos pais para viver uma ditadura pelo atual namorado. O tempo foi passando e a jovem não percebeu que ao invés de viver, ela apenas existia. O convívio com o marido era um caos, ele a chamava de burra porque ela não conhecia algum livro ou então não sabia falar a respeito de um filme, dizia que ela era fei...

A vida não é um “acaso”

É sexta-feira, término da última prova do bimestre, acabo de sair da sala e estou indo em direção ao estacionamento, pegar minha moto para ir pra casa. Pelos corredores da faculdade percebo as pessoas em ritmo acelerado. Algumas reclamando de ter que fazer prova numa sexta-feira, outras reclamam do seu peso enquanto comem uma coxinha e bebem coca-cola. Uma delas está tão vidrada no celular que nem percebe que uma borboleta acaba de pousar em seu ombro direito. Caminho mais um pouco e agora já estou mais próxima do estacionamento, nesse local ouço mais reclamações, percebo expressões de raiva e cansaço. Algumas reclamam por que não encontraram vaga no estacionamento, outras do barulho que se faz em torno da faculdade. Enquanto isso, do outro lado, um cãozinho rolava na  grama como se não houvesse amanhã. Fiquei a observar tudo isso, enquanto retirava do bagageiro da minha moto, o capacete, as luvas e a jaqueta para me arrumar e ir para casa. Começo a questionar, o que de fato...

Projeto: A Culpa não é Minha

A Culpa não é Minha é um projeto criado para a disciplina Tópico Integrador em Jornalismo: Inovação em Mídias Convergentes, tendo como orientadora a professora Karin Betiati. A  fan page  tem o objetivo de dar voz e vez as mulheres que foram vítimas de abuso, assédio e/ou estupro.  A internet tem muito poder de influenciar as pessoas, pensando nisso, a página foi criada com o intuito de fazer com que a sociedade debata a respeito.  Além dos relatos das vítimas, a página engloba também, entrevista com diversos especialistas como: advogado, psicóloga, delegada e feministas. Link para acesso à página no facebook :  https://www.facebook.com/aculpanaoeminha/ Acesso à parte teórica do projeto: Artigo A Culpa Não é Minha Vinheta criada para a página

Unifatos.com

Olá caro leitor, A Univel trabalha há alguns anos com o Jornal Laboratório Unifatos na versão impressa, mas nós, alunos do 6º semestre de jornalismo fomos desafiados pela professora Karin Betiati a desenvolver uma versão Web para o exemplar. E é essa novidade que eu venho compartilhar com você. Na página  https://unifatoscom.wixsite.com/unifatos/sobre-nos  o internauta encontra uma variedade de informações, nas editorias de Cidade, Cultura, Esportes,  Agronegócio,   Educação e Saúde, além dos vídeos, infográficos, hiperlinks, entre outros. Todas as matérias recebem o crédito do aluno que escreveu. Os textos trazem um conteúdo enxuto, de linguagem simples e atrativa. Vale a pena conferir esse trabalho.  Equipe Unifatos.com 2017 - Da esq para a dir.: Prof. Karin Betiati, Débora Dias, Afonso Magalhães, Priscila Zulin,  Natália Paiva, Guilherme Aldenucci, Lyrian Periolo, Jader Milioransa, Daniela Cervi, Vitor Miek...

Jornal Unifatos 1ª Edição/2018

Unifatos é um jornal laboratório do Centro Universitário Univel, produzido pelos alunos do 5º semestre de Jornalismo. A turma deste ano (2018), optou por produzir um jornal segmentado. Trazendo como tema para a primeira edição: Deficiências.  No jornal, você encontra reportagens como: mercado de trabalho, acessibilidade, paratletas, projetos e muito mais. O versão impressa saiu do forno no último dia 03/05, e por coincidência,  recebemos no Auditório da Univel neste mesmo dia, a Governadora do Paraná-Cida Borghetti, o Prefeito de Cascavel-Leonaldo Paranhos, e demais Deputados e Vereadores do Estado.  É claro que não poderíamos desperdiçar a oportunidade de entregar em mãos, a primeira versão do Unifatos 2018. Abaixo, o arquivo em PDF. E os registros, no dia de entrega. 1ª Edição Unifatos 2018 Entregando o exemplar da 1ª versão do Unifatos 2018 para a governadora, Cida Borghetti. Foto: Zonta Photografo Da esquer. para a direi., Kelly Cr...

Tire a venda

   É quarta-feira, dia 11 de abril, os alunos estão participando de um debate sobre cotas no auditório da faculdade. São quatro debatedores e o restante da turma tem o papel de analisar os argumentos que cada equipe utiliza. A maioria presta atenção, alguns riem, dois ou três olham o celular e um que estava mais distante se alimenta de um pedaço de bolo.       Os debatedores estavam muito nervosos, pude perceber pela voz embargada, pela mão trêmula e o olhar disperso. Em meio a um turbilhão de argumentos contra e a favor, confesso que fui levada pela emoção e comecei a relembrar de fatos que presenciei ou li em algumas matérias, num discurso onde visivelmente o racismo estava impregnado.    A primeira delas é uma notícia publicada no G1 que fala sobre um estudante de administração da FGV-SP que compartilhou uma foto em um grupo de aplicativo de conversa com a frase: “achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa”.      ...

“Mal dita” Saúde

Idoso de 61 anos foi engessado por cima da roupa em UPA de Minas Gerais, no bairro Pompeia Fonte :  Saúde - iG  @  http://saude.ig.com.br/2018-04-27/homem-engessado-por-cima-da-roupa.html Ultimamente precisei utilizar os serviços de saúde pública devido a problemas que tenho enfrentado. Ao chegar aos hospitais por onde passei me deparei com um cenário demasiadamente angustiante e sombrio. A situação dos pacientes é caótica. Pessoas sangrando com cortes pelo corpo, membros expostos em decorrência de acidente, pessoas sentadas no chão, nas cadeiras gemendo de dor, amarradas nas macas ou aguardando atendimento ainda dentro da ambulância, pois o hospital estava lotado. Vi muito mais do que isso caro leitor, mas pelo descrito acima já dá para ter uma ideia do quadro alarmante que presenciei. É nítido o sofrimento daquele povo, que não tem outra opção a não ser esperar. Esperar que o sistema de saúde pública no Brasil melhore, esperar por atendimento, esperar vag...