Uma política pautada em “achismos”. É nesse
contexto que ocorre a disputa das eleições 2018, uma batalha entre egos e
paixões. As informações atualizadas de minuto a minuto, confundem mais do que
informam, inúmeros canais de mídia, compartilhando o que lhe é conveniente e o
povo à mercê dessas ‘estórias’ mal contadas.
Posturas baseadas
nesse âmbito são perigosas para a democracia. Há muito mais pessoas
interessadas em fazer "barulho", do que discutir a respeito de uma
solução para equalizar o sistema. O que se vê é um "emaranhado" de
argumentos rasos, pautados no senso comum e na idolatria de um partido ou de um
personagem popular. O conjunto entre, informações que chegam a todo o momento, a
velocidade com que é publicada e compartilhada e o grande número de usuários
que fazem parte do ciberespaço, são elementos ideais para uma manipulação em
massa.
O brasileiro tende sempre a acreditar no que é
divulgado massivamente. Basta observar a série de compartilhamentos nas
redes sociais de notícias falsas. Não há checagem alguma da veracidade dos
fatos, essas publicações são justamente plantadas por que causam alvoroço. Como
quando se arma uma ratoeira para capturar um rato, a presa logo que avista o
alimento, corre para pegá-lo e acaba sendo esmagado pela armadilha. Da mesma
forma, age o ser humano, por impulso, tão logo vê, mal lê e compartilha como
sendo uma verdade absoluta.
Os dados das pesquisas sobre as
eleições 2018 são prova que o cidadão está confuso, sem posicionamento de voto. Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, dois de cada três apoiadores do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva votaria em um candidato indicado pelo partido (PT) nas
eleições de 2018. Os dados mostram ainda que parte deste mesmo eleitorado (PT)
está disposto a apoiar um nome de direita, como o deputado Jair Bolsonaro
(PSL). Os nulos e indecisos somam mais de 30%. Números que mostram instabilidade do eleitorado.
É cultural do brasileiro se limitar apenas a obedecer
às regras impostas por quem detém o poder. Adolf Hitler já utilizava a
comunicação para manipular a massa, e é assim até hoje. Historicamente, não
fomos incentivados a ter senso crítico, isso devido à leitura que não é
estimulada em nossa sociedade. Por isso, quando gritam de um lado que candidato
X é o melhor, o povo vai para a direita, mas no momento seguinte o lado oposto
grita que candidato Y é o mais preparado, e todos caminham para a esquerda.
Nessa desordem, a
razão e a verdade dos fatos pouco importa, o objetivo é dividir as pessoas, evitar
um debate sadio e alimentar o discurso de ódio. O povo está desconexo, também pudera
esses movimentos que levantam a bandeira da democracia, usam a desculpa de
levar informação, mostrar a verdade, mas tudo não passa de falácias. Como uma
marcha desalinhada, todos estão "em busca do país ideal", mas cada um
tem seu ideal como base e não abre mão disso. Em meio a todo esse alvoroço,
apenas barulho de todos os lados.
O eleitor precisa
ficar atento, seu papel de cidadão não se restringe apenas em escolher seus
candidatos, como também selecionar com cautela suas fontes de pesquisa, de
olhos vendados não é possível enxergar um palmo à sua frente. A manipulação
acerca dos fatos pode mudar todo o contexto de uma história. O atual cenário,
definido pelo presidente Michel Temer como "caótico" só pode
ser transformado com a participação da população em todo o
processo de modo consciente, construtivo e crítico.

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