Para mim, não existe
algo mais doloroso do que ler notícias sobre abuso sexual infantil. Este
assunto desperta o pior em mim, sentimentos como raiva, ódio, desprezo, vontade
de fazer justiça com as próprias mãos, uma mistura que por vezes me faz perder
a razão. Infelizmente, acontece em todos os lugares, grandes centros e cidades
do interior. Assim como ocorreu em Cascavel o estupro de um menino de apenas 8
anos, no banheiro da escola onde estuda, durante o horário de aula. É
inaceitável, saber que nossas crianças estão expostas a esse tipo de ato cruel,
e mais terrível ainda, é considerar que o abusador terá todo o apoio necessário
para se restabelecer do “trauma” de forma segura, não afetando seu psicológico,
levando em consideração que o menor, tem apenas 13 anos, e neste caso, seu
crime, na verdade, passa a ser uma contravenção penal. Aí eu te pergunto: e
quanto à criança? Não vi ninguém se compadecendo com a situação dela. De quem é
a culpa? A mídia estava fervorosa à procura dessa resposta. Será da escola, da
faculdade onde a escola ocupa o espaço, dos seguranças, das zeladoras, das
professoras ou da própria vítima, o menino de 8 anos? Basta! Está tudo errado.
Esse adolescente que cometeu o abuso, fez tudo de forma premeditada, calculou
cada passo que daria para praticar a atrocidade. Trata-se de uma pessoa má, que além do abuso, ainda
agrediu a criança de forma covarde e desumana. A sociedade e a mídia têm muito a
amadurecer acerca de ocorrências como esta, a primeira tem que aprender como
agir nesses casos e nunca julgar a vítima (falo isso porque ouvi pessoas
dizendo que o menino poderia ter gostado do ato), e a segunda, a não veicular a
notícia, sugerindo qualquer tipo de justificativa para um ato que é
inadmissível.
Mariza Mattos
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| Divulgação |

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