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| Idoso de 61 anos foi engessado por cima da roupa em UPA de Minas Gerais, no bairro Pompeia |
Ultimamente precisei utilizar os serviços de saúde
pública devido a problemas que tenho enfrentado. Ao chegar aos hospitais por
onde passei me deparei com um cenário demasiadamente angustiante e sombrio. A
situação dos pacientes é caótica. Pessoas sangrando com cortes pelo corpo,
membros expostos em decorrência de acidente, pessoas sentadas no chão, nas
cadeiras gemendo de dor, amarradas nas macas ou aguardando atendimento ainda
dentro da ambulância, pois o hospital estava lotado.
Vi muito mais do que isso caro leitor, mas pelo
descrito acima já dá para ter uma ideia do quadro alarmante que presenciei. É
nítido o sofrimento daquele povo, que não tem outra opção a não ser esperar.
Esperar que o sistema de saúde pública no Brasil melhore,
esperar por atendimento, esperar vagar um leito, esperar pelo médico que parece
não chegar nunca. Falta de um tudo. Faltam médicos, enfermeiros, material
hospitalar, leitos para receber novos pacientes, equipamentos, e falta também
amor ao próximo.
Fiquei no hospital um dia inteiro, e durante esse
tempo pude perceber que a vida humana não tem mais valor algum, pelo menos para
nossos governantes. Afinal, para onde está indo todo dinheiro arrecadado com
tantos impostos que o cidadão paga? Os escândalos de corrupção escancarados na
mídia podem ser a resposta do meu questionamento. Alguns bilhões devem estar
sendo “injetados” na conta bancária de algum político, bancando viagens para o
exterior, jóias, mansões, iates, mantendo um padrão de vida do qual a maioria
dos brasileiros nem em sonho consegue imaginar. Impostos e mais impostos
criados para extorquir o bolso do contribuinte brasileiro. Alimentando a
ganância dos corruptos que dominam o nosso país.
O Brasil que sedia a copa do mundo, que traz as Olimpíadas é também o Brasil que abandona sua população à própria sorte. E
assim, fica o dito pelo não dito, eles dizem que os impostos são para saúde e
educação, e nós ficamos apenas com a “mal dita” promessa que se repete de
quatro em quatro anos. Parafraseando Cássia Eller, mudaram as estações, nada
mudou!
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| Foto: Divulgação |


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